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Me encontrando no olhar.

Depois de quase dois anos que resolvi me assumir como fotógrafa profissional, as coisas deixaram um pouco de fazer sentido. Eu estava um pouco confusa com minha atuação no mercado e não sabia muito bem como reposicionar minha marca. Eu tinha o mais difícil que era um diferencial num mercado que já está saturado e talvez sendo o fato de que "casa de ferreiro, espeto de pau" eu simplesmente não conseguia fazer publicidade para o meu negócio.
 Então eu parei de fotografar profissionalmente por meses, foi um limbo horrível, até que eu conheci um aplicativo de smartphone chamado Gudak Pro. Esse app emula uma câmera analógica e me fez voltar a ter um pouco de prazer fotografando. O diferencial aqui é simplesmente ficar restrita a 24 fotos por vez e ter que esperar 24 horas para o filme ser "revelado". Lembrei imediatamente do meu professor de TCC 1 falando sobre a importância do recorte dentro de uma pesquisa, às vezes a limitação é  o melhor instrumento que você pode t…
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Três amores

Hoje o café e a inspiração bateram nessa cabecinha. Resolvi pegar mapas que estavam guardados numa caixinha cheia de lembranças e usá-los na nova decoração do meu quarto. Eu não sei se é o final do ano, mas tenho sentido a necessidade de renovar as coisas, principalmente o lugar em que eu passo a maior parte do tempo. Então a parede do meu quarto agora tem os lugares que eu mais amo no mundo juntos numa coisa só. Sampa, Recife e Minas (representado pelo mapa de Inhotim). Engraçado que eu tenho esses mapas desde 2015 por aqui e nunca tinha tido essa ideia. Agora deu uma vontade imensa de sair por aí viajando e colecionando mapa de todos os lugares.


O famoso maltado da Rua da Guia.

Há anos tenho uma listinha de coisas que gostaria de fazer em Recife (acredito que desde 2012). De lá pra cá muitas coisas foram cumpridas, outras fui desistindo no caminho porque não combinava  mais comigo e há coisas que eu simplesmente esqueci que gostaria de fazer. Uma dessas últimas era visitar a lanchonete "As galerias" que fica na Rua da Guia, lá no Recife Antigo. Confesso que já admirava o local por fotos no instagram porque tem uma placa antiga que é "bem fotografável" (coisas que fotógrafo) e sempre via uma ou outra pessoa falando que aquele lugar vendia o melhor maltado da cidade. 
Após visitar mais uma vez o Cais do Sertão e lá pelas tantas sem vontade de perambular pelo antigo sem rumo, lembrei do antigo desejo. Minha amiga que já conhecia o lugar topou ir comigo.
O bar já está na terceira geração e tem origem Cubana. 


Eu finalmente realizando meus desejos de tomar o malte e fotografar a famosa placa. 

Daquele tipo de coisa que por mais beatinhas que …

Estou de volta.

Sempre que eu me perco de mim, a primeira coisa que eu tento fazer (depois de chorar muito)  é olhar para onde eu estava antes do caos se instaurar. Confesso que por ser uma pessoa bastante sensível, minha mudança de sentimentos é constante, eu luto pra fincar os pés no chão mas a cabeça por vezes é avoada. Olhar pro passado me dá a referência que eu preciso pra me acalmar e voltar a respirar mais profundamente. 
Mas então, o que aconteceu?
Essa semana me peguei olhando coisas de 2013, 2012 e lá vai o trem. E o que era isso? Eu acho que era  busca por uma coisa que não existe mais e que dá muita saudade: a necessidade de não precisar dar opinião sobre nada e estar bem com isso. A gente era mais  tranquilo antes de 2013, né? Toda vez que estou muito esquisita, eu tendo a conectar o HD externo no meu pc e simplesmente me deixar viajar por tudo o que acontecia nesse tempinho despretensioso. Tá, eu admito ... pode ser que isso seja só minha parte adulta que está confusa com os próximos p…

Não é agora, mas agora é muita coisa.

Não é agora do alto dos seus vinte anos que você vai receber um Nobel da Paz. OK, a não ser que você seja Malala, pode tirar o cavalinho da chuva.
Isso não te tira o lugar de fazer coisas incríveis e trazer o movimento pra vida. Mas aquela sensação de PUTAQUEPARIUESTOUNOAUGEDAMINHAVIDA não vai rolar agora. Ela é rara, bem rara. E além de rara (repito pra que você fixar bem), ela é efêmera.
Todo mundo diz pra gente procurar essa maldita sensação o tempo todo, mas ninguém diz pra gente que ela dá e passa, ninguém conta pra gente o depois do primeiro ano de casamento, depois da primeira briga, depois que a tatuagem cicatriza e todo mundo já viu, depois que você entrou no ônibus e deu tchau. 
Eu sei, é viciante. Mas a sensação de sentir o agora também é. E lhe garanto que é melhor do que ficar zanzando até encontrar aquela sensação de plenitude. Eu garanto a você (e até pausei aqui pra fazer isso), que se você respirar agora vai poder sentir que está tudo bem. Pode ser que a conta esteja …

Uma crônica sobre o movimento de parar.

Depois de um mês e meio de pura decepção, eu finalmente caí na real.
Mas antes disso acontecer, muitas outras coisas precisaram vir à tona.
Essa "coisa"(vou chamá-la assim, ok?) procurei nos livros,
nos filmes, nas palavras de Duvivier para Clarice.
Procurei nas fotos antigas das pessoas que eu admiro.
Procurei na tatuagem da minha pele e nada.

Não a encontrei "a coisa", apesar de ter achado muitas outras coisas e pessoas bonitas.

Mas essa coisa que eu tanto precisava, finalmente apresentou-se hoje pra mim e veio em forma de verbo, conjugado na mais pura intimação , aquela que dói a garganta quando é dita.
Era o verbo parar dizendo: - PARE!

Não era um "por favor, pare" ou um "pare, se cuide", era um PARE MAIÚSCULO, vindo acompanhado da menina intrometida chamada exclamação que como sempre veio toda exclamativa sem sequer ser convidada.

Pare não é uma palavra que cabe escolha. Aliás, todas essas interjeições não abrem precedentes pro pensamento,…
Um dia desses tinha música diferente todo dia, tinha filme com pipoca toda semana, tinha crônica pra aquecer o coração todo mês, tinha também várias e várias e várias promessas todo ano.

Um dia desse tinha amanhecer de sol e mar. Tinha corrida, desafio, tinha sorriso, tinha fotografia diária, tinha vinho, tinha aquele medo que antecede as melhores coisas do mundo, tinha vontade de dançar na chuva.

Eu estou voltando pra esse lugar, só vim avisar a mim mesma.